fETRACOM, uma história de lutas e conquistas!

A FETRACOM foi fundada no dia 9 de janeiro de 1964, a partir de 05 sindicatos: Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Pará; Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similar de Belém do Pará; Sindicato dos Oficiais, Cabeleireiros e Similares de Belém do Pará; Sindicato dos Profissionais Enfermeiros e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde de Belém do Pará e Sindicato dos Empregados no Comércio do Território Federal do Amapá.


Mas, só em 12 de março de 1964 rebeu a certificação do Ministério do Trabalho e Previdência Social como entidade de grau superior.
Eram tempos difíceis no Brasil. Em 31 de março de 1964, aconteceu o golpe militar com ele veio a ditadura. Nos anos de chumbo o movimento sindical, assim como toda e qualquer expressão política democrática, foi sufocado com truculência.

 

 

 

 

 

 

A ditadura militar determinou a intervenção nos sindicatos. Política sindical no Brasil virou caso de polícia. O medo reinava... Medo das prisões, medo das torturas, medo da morte... A insegurança era total. Os dirigentes sindicais, ou adequavam-se ao sistema, ou contestavam a nova ordem. A FETRACOM foi fundada por dirigentes oriundos ou simpatizantes do Partido Social Democrático, o PSD.



Quando da assembleia de fundação e eleição da diretoria provisória da FETRACOM, representantes da ditadura militar estavam presentes. Essa intervenção era constante.
Durval Israel Lobato, foi o primeiro presidente da FETRACOM. Nessa época a Federação funcionava numa sala acanhada no prédio Leão da América, na av. Portugal no comércio de Belém. Como já dissemos, eram mesmo tempos difíceis... Os militares tomaram pra sí a política salarial, determinando valores e reajuste de salários, tirando dos sindicatos o poder de negociar com os patrões.


As greves foram proibidas, assim como as manifestações públicas. A ditadura publica a portaria número 40 do Ministério do Trabalho que dificultava a organização de chapas de oposição. A polícia política tinha a função de decidir sobre a posse dos eleitos nos sindicatos e na FETRACOM não foi diferente. Quem se opunha a ditadura era retirado da chapa e perseguido. Nessa época os sindicalistas eram obrigados a realizar eventos cívicos.

 


E assim foi pelas décadas de 60 e 70.Na década de 80, novos ares se anunciavam, e novos nomes se destacavam na FETRACOM como os dos sindicalistas Júlio Nazareno Lima, diretor do Sec-Pará eOrley Alberto Silva, do SINTHOSP, que apresenta ao grupo o então jovem e ousado sindicalista, Zé Francisco Pereira, oriundo do movimento estudantil e membro do clandestino MR8 , o Movimento Revolucionário 8 de Outubro, e também do SINTHOSP. O marco histórico dessa década foi a promulgação da Constituição Federal em 1988, a Constituição cidadã e democrática.

 

Já na década de 90, a jovem redemocracia brasileira estimulava a participação.  Foi nesse contexto que um grupo de jovens trabalhadores aceita o convite de Zé Francisco, na época presidente do SINTHOSP, para revolucionarem o movimento sindical comerciário no Pará e no Amapá. E assim, depois de um ciclo de 26 anos, um novo grupo político ganha a eleição e decide revitalizar a FETRACOM. Além de atrair os sindicatos fundadores, para dentro da entidade, havia a audaciosa estratégia de criar os sindicatos por ramos de atividade no comércio, regionalizando-os nos grandes pólos desse imenso país chamado Pará, tudo isso, a partir do desmembramento da base do Sec-Pará.

Hoje a FETRACOM conta com 24 sindicatos filiados. E se manter firme com uma estrutura política planejada, organizada e executada por pelo grupo de sindicalistas liderados pelo presidente Zé Francisco.

“Qualificar para Trabalhar”, a qualificação na FETRACOM é constante e sempre foi palavra de ordem... A construção e inauguração da nova Sede Escola é prova disso. Mas a meta é ir além, e criar a Universidade Livre dos Trabalhadores.
FETRACOM, uma história de lutas, conquistas e muito sucesso! Parabéns a todas e todos que fizeram e fazem da FETRACOMPará e Amapá, uma entidade de grau superior filiada a CNTC e a UGT!!!

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